quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Você gosta dele! Você sabe que ele não sente o mesmo. você gostou do que conheceu dele, não do que ele é! Porque hoje ele não é mais o que foi um dia. Então você para e se pergunta: Por que continuo gostando dele? E descobre que é só porque ele feriu seu ego, por não demonstrar que sente o mesmo. E até que você encontre outro alguém que te faça sofrer de novo, vai ser por ele que você vai chorar. Até que chegue o dia que você passe a valorizar quem te faz sorrir, quem te faz feliz. Agora ele só te causa dor. Agora ele te deixou... VAZIA. Você e o seu sentimento por ele. E você ainda gosta dele? Se eu fosse você, oferecia esse amor a quem merece, a quem deseja. E se ninguém desejar guarde seu amor para si e aumente de pouco em pouco. Até que algum dia você vai abrir os olhos e ver o mundo de outra forma e que a felicidade pode estar onde você menos esperava!
As vezes me sinto tola por sonhar em um mundo que os sonhos são tão desacreditados, as vezes me sinto criança por brincar em um mundo em que tudo que pra que se liga são caras amarradas e dinheiro, as vezes eu me sinto deprimida por estar sempre a sorrir num mundo em que todos preferem as lagrimas, as vezes quase desisto de amar já que este é um sentimento banalizado hoje em dia. Mas então eu me lembro do rosto dos meus amigos, do sorriso do meu irmão, do abraço da minha mãe e da sabedoria do meu pai e vejo que simplesmente tudo isso vale a pena.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A vida é cheia de situações "injustas" que podem criar um grande sofrimento para você, especialmente em seus relacionamentos com outras pessoas. Você experimentará algum sofrimento e dor, mas não tem de permitir que essas experiências destruam sua alegria. Você nem sempre pode escolher o que acontece em sua vida, mas pode escolher como vai reagir a isso. Se você foi ferido, Deus pode tomar as experiências ruins e fazê-las trabalhar para seu bem. Não importa em que área de sua vida você esteja se sentindo desamparado, na palavra de Deus fala que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, então decida viver essa verdade. Entenda que mesmo que chuvas ou grandes tempestades chegarem até você, existe um guarda-chuva que estará te guardando, e mesmo que gotas consigam te atingir, não serão suficientes para te molhar completamente.
Não pense que ter Deus em sua vida é sinônimo de não ter problemas ou passar por circunstâncias, porém quando temos o Senhor obtemos o suficiente para que a dor, não nos tire a alegria.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sorria.

Sorria, embora seu coração esteja doendo. Sorria, mesmo que ele esteja partido. Quando há nuvens no céu, você sobreviverá... Se você apenas sorri, com seu medo e tristeza
Sorria e talvez amanhã você descubra que a vida ainda vale a pena se você apenas. Ilumine sua face com alegria, esconda todo rastro de tristeza embora uma lágrima possa estar tão próxima. Este é o momento que você tem que continuar tentando. Sorria pra que serve o choro? Você descobrirá que a vida ainda vale a pena, se você apenas...
Se você sorri, com seu medo e tristeza.Sorriso e talvez amanhã você descobrirá que a vida ainda vale a pena se você apenas sorrir.
Este é o momento que você tem que continuar tentando. Sorria pra que serve o choro?
Você descobrirá que a vida ainda vale à pena se você apenas sorrir!
(Charles Chaplin)
Os sentimentos mais bonitos não surgem de um texto, surgem de frases, não surgem de demonstrações, e sim de sinceras atitudes, não surgem do que você escuta, e sim do que você sente. Esses sentimentos não precisam de exageros em palavras, não precisam de lindas demonstrações, e sim de pequenas e sinceras atitudes, não surgem do que você escuta, porque isso o vento leva, surgem do que você sente, e se for sincero, vai ter a intensidade de uma eternidade.
Amor, que é amor, dura a vida inteira. Se não durou é porque nunca foi amor. O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou. O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado, eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto". O amor nos possibilita enxergar lugares do nosso coração os quais sozinhos jamais poderíamos enxergar. O poeta soube traduzir bem quando disse: "Se eu não te amasse tanto assim, talvez perdesse os sonhos dentro de mim e vivesse na escuridão. Se eu não te amasse tanto assim talvez não visse flores por onde eu vi, dentro do meu coração!" Bonito isso. Enxergar sonhos que antes eu não saberia ver sozinho. Enxergar só porque o outro me emprestou os olhos, socorreu-me em minha cegueira. Eu possuía e não sabia. O outro me apontou, me deu a chave, me entregou a senha. Coisas que Jesus fazia o tempo todo. Apontava jardins secretos em aparentes desertos.
(Padre Fábio de Melo)
E por mais que seja clichê e mil pessoas já tenham repetido as mesmas palavras que eu, saiba que você é tudo aquilo que necessito para viver. Você é o que me faz sorrir, o que me faz forte. O brilho que encontrei em seus olhos foi o que me deu forças para seguir. O brilho que ofuscou todo o resto. O brilho que me fez estremecer. Tudo em você me faz bem. Seu sorriso, seu toque, seu beijo, seu cheiro, tudo. Tudo em você me faz perder o ar. Tudo em você faz meu coração conseguir bater até três mil vezes por segundo. Parece algo impossível, mas não é quando se trata do sentimento mais belo do qual falo. O que sinto por você, algo que nem sei como dizer. Não sei como explicar, pois as belas palavras fogem ao meu encontro.
Como disse antes, pode ser algo clichê, mas é verdade. Procurei algo mais forte e bonito para falar, mas não achei. Por isso vai um eu te amo mesmo, né? Amor. Amor mesmo. Amor que não se sabe onde começa e nem onde termina. Só se ama.
Ao deixarmos de fazer algo que queremos, podemos estar jogando nossa chance de ser feliz ao vento. Uma dessas oportunidades que você deixa pra trás pode ser justamente aquela que mudaria a sua vida, aquela que faria você feliz. Não as deixe fugir. Não se deixe comandar pelo medo do que pode acontecer, ou pelo medo do que as pessoas irão achar, pois assim sendo, você nunca irá ser você mesmo, com opiniões próprias. Agir em função do que é mandado só o trará problemas. Não se impeça de encontrar a sua felicidade. Agarre sua chance de ser feliz e lute por ela. Se você quer, você consegue. Lute pelo que quer. Corra atrás de seus sonhos. Arrisque-se e busque o que precisa, então irá encontrá-lo, seja aonde for. E, se você cair, levante-se novamente e siga em frente. Ser feliz só depende de você.

A vontade de gritar para que me ouçam e me entendam é enorme. De ser reconhecido não apenas pelo que se veste ou pelo que se finge fazer, e sim pelo que você é. Vontade de quebrar tudo e dizer à todos que ser mais um modelinho que age pelos outros não é ser legal. Vontade de ser o que é de verdade. Vontade de poder agir como quiser. Vontade de poder viver. De poder gritar ao mundo que eu vivo. Just it.
Sempre há muitos desafios, surpresas, tristezas e alegrias… A vida é feita assim, às vezes nos deparamos com situações que nos afligem, nos fazem sentir medo e até mesmo chorar, mas saiba que a cada momento da vida, cada lágrima caída, cada sorriso dado, está tudo anotado no diário de Deus. E pode ter certeza que nem um segundo Ele esqueceu de anotar, anotou suas lutas, seus choros, mas com um detalhe, Ele não esqueceu de anotar o dia de sua vitória! Não desista de teus projetos e sonhos porque antes mesmo deles serem projetados por você, já foi projetado e anotado por DEUS!
Não desista nunca, Deus está contigo!
Felicidade! Que palavra complexa e ao mesmo tempo complicada, que envolve tantos sentimentos, uma palavra que eu desconhecia até você chegar. Tudo tão difícil de acontecer, demorou tanto tempo pra eu poder perceber que é você quem eu sempre amei a vida toda. Ao longo do tempo construímos juntos um amor sem medida, amor aquele que já estava pronto só faltava alguns retoques! A coisa da qual eu mais tenho certeza é desse amor que eu sinto por você. Lembro como se fosse hoje de quando agente ficava junto, eu sentia que o mundo estava no quintal da minha casa, só pra mim e pra você! Mais não deu certo .. agente se separou e a sua falta me fez crescer mais rápido, a esperança de que você iria voltar foi diminuindo, e a essa tal felicidade acabou! Mais alguma coisa me dizia que você me encontraria de novo, e tudo tem o seu tempo. Pois é o nosso tempo chego, e me trouxe todas as sensações de volta, o tempo me trouxe você o melhor presente que eu já pude ganhar na minha vida. E quero que você, esse meu presente seja eternizado, que fique comigo para sempre, então não são brigas que vão nos separar nada e nem ninguém! Seu olhar me faz ter certeza das escolhas que eu fiz pra mim. Não poderia achar alguém melhor pra andar comigo e imaginar o meu futuro. Você é tão perfeito pra mim! Obrigado por me amar tanto por me trazer de volta a felicidade. Acima das nossas discussões, acima do meu ciúme, acima do tempo que é curto, acima de qualquer palavra que possa ter sido dita num momento de raiva, acima de tudo, eu amo você! e nada mais pra mim importa!
Tem sempre aquela pessoa que balança seu coração e te faz perder os sentidos. Tem sempre aquela pessoa que nos faz perder a respiração. Tem sempre aquela pessoa que nos faz sentir tão bem... Tem sempre aquela pessoa que não sai dos nossos pensamentos. Tem sempre aquela pessoa que a gente daria um braço pra poder tê-la junto sempre. Tem sempre aquela pessoa que a gente se apaixona de verdade e que vai marcar a vida pra sempre. Tem sempre aquela pessoa que nos deixa louco. Tem sempre aquela pessoa que, quando a gente deita a cabeça no travesseiro, nos faz imaginar uma cena indescritível. Tem sempre aquela pessoa que nos tira do sério. Tem sempre aquela pessoa que nos faz gastar uma lágrima em vão. Tem sempre aquela pessoa que nos faz rir. Tem sempre aquela pessoa que a gente vai amar eternamente. Tem sempre aquela pessoa...

Poucos. Não faço questão que sejam muitos, contanto que sejam bons. E os meus poucos e bons, sinceramente, são os melhores. Prefiro a riqueza de um pequeno afago do que a falsa alegria das gargalhadas constantes. Por que amigo de verdade não é aquele que chega perto quando tudo tá muito bem, é aquele que abre o coração quando tudo tá muito mal. Que fala "tu ta errado mas eu nao vou te abandonar". Não é o que te apoia e concorda com absolutamente tudo que tu fala, é o que bate na testa, da bronca, te acorda pra vida. Briga contigo e te enche de mimos depois. Que vai na tua casa e não faz nada, mas acha a tarde maravilhosa só por tê-la passado ao teu lado.

domingo, 19 de dezembro de 2010


Definitivamente não consigo compreender!
Não entra em minha cabeça como alguém que diz amar tanto você, consegue ser tão cruel com seu coração. Consegue ser tão cego, percorrer todo o seu ser, sem perceber os tesouros inestimáveis que há ali. Como alguém consegue tentar roubar a tua dignidade e ter coragem de dizer que nunca quis te magoar com tal atitude. Como consegue fingir que nada aconteceu, sorrir para você no dia seguinte, como se tudo fosse como antes. Como se o ontem não tivesse existido. Prometi nunca mais deixar ninguém ser leviano com aquilo que sinto. Prometi guardar meu coração a sete chaves, e ontem falhei. Cedi achando que estava te fazendo bem, e percebi que se alguém ama você, nunca lhe pedirá para fazer o bem a ele sabendo que com isso esta fazendo mal á você. No fundo sei que a tua intenção nunca foi me magoar, que tudo que você queria era ser feliz. Mas tua maneira de amar é estranha, tua maneira egoísta de amar. Será que isso existe? Será que pode haver junção entre egoísmo e o amor? Eles são opostos. Você não perdeu a mim, você se perdeu. Hoje percebo que você não esta fazendo mal a mim, você esta fazendo mal a você mesmo, eu vou continuar andando, como fiz diversas vezes, mas você... você vai ficar com o teu remorso, teu egocentrismo.. Tua maneira medíocre de olhar o próximo. A gente só luta, briga, discute por aquilo que acredita. Por esse motivo te dou o meu silêncio. Que pena que foi assim. ;)

Hoje deu vontade de chorar,e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe. Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e ao mesmo tempo te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir “eu liguei pra saber se você tá bem” pra sentir uma dor menos doída dentro do peito. Cansei de amar pela metade. Cansei de me sentir sozinha. Cansei de tanta mentira. Cansei dos dias iguais, da rotina. Cansei de mim e de me deixar sempre em última opção. Cansei de mentir pra mim, pra ver se dói menos. Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo. Cansei de sofrer e de acordar indisposta, cansei de sentir o coração bater mais forte, com uma sensação de arrependimento, de erro. Cansei de tudo!

Primeiro beijo.

Uma troca de olhares que se vão fechando timidamente, e eles logo se aproximam, tocando-se suavemente. Encostam-se e fogem, num jogo sedutor. Brincam como duas crianças, lutam como quem se zanga violentamente. E depois separam-se um pouco, deixando cada um sentir a respiração forte do outro. Uma respiração húmida capaz de embaciar o espelho dos olhos que se entreabrem novamente. E brincam outra vez. Tocam suavemente o outro e fogem. Fogem, sempre para perto! Encostam-se e desviam-se. E os olhos fecham-se timidamente, deixando-os saborear cada instante quente que passa. E voltam a fundir-se, diluindo-se num só. Como se o tempo, ali, fosse sempre eterno. Neles, nos meus lábios junto dos teus. Nesse primeiro beijo que a cada vez, só nós, partilhamos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ah,o primeiro amor *-*

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.


Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.

O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.

Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.

É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.

O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo.

O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor.

Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.

Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana - desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver». Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.

Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».

Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim.

Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.

Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».

É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.